Grandes projectos são feitos com grandes pessoas: consulte aqui as oportunidades.

Grandes projectos são feitos com grandes pessoas: consulte aqui as oportunidades.

Estação Experimental Agrícola do Namibe aumenta produção de sementes melhoradas

Fonte: Jornal de Angola (03/02/2024)

A Estação Experimental Agrícola do Namibe (EEAN), proj e c t o q u e explora uma área de 34 hectares nos arredores de Moçâmedes, dos quais, quatro reservados a florestas e infra-estruturas, está a obter resultados satisfatorios na produção de bata-doce. O tubérculo está a ser cultivado numa área de quatro hectares com 26 variedades de batatas, das quais 1, 5 de mandioca com 36 variedades, todas destinadas à produção de sementes melhoradas. Os dados foram prestados pelo director da Estação , Marco dos Santos, a quando da deslocação do ministro da Agricultura e Florestas, António Assis efectuou àquela unidade produtiva na visita de trabalho que cumpriu na província do Namibe de 22 a 26 de Janeiro. O director da estação realçou que existem dois projectos, dos quais um relacionado ao FRESAN/Camões, I.P, na sua missão de fortalecimento resiliência e segurança alimentar e nutricional no Sul de Angola, nomeadamente na adaptabilidade e na multiplicação de sementes das principais culturas alimentares na região e que assiste tecnicamente a estação, com uma aplicação estimativa em 400 mil euros, e outro do APSSA, a agência que tem levado a cabo as actividades na instituição.

Marcos dos Santos, explicou que o objectivo da parceria entre a estação com a FRESAN e o APSAA é criar uma cadeia de fornecimento de semente aos camponeses. Ao ministro a estação experimental agrícola apresentou o milho do tipo ZM309 e algumas variedades de mandioca produzidas no local.

A recuperação e construção de mais um reservatório, constam de entre as recomendações baixadas pelo ministro António Francisco de Assis, tendo aconselhado para também se produzirem mudas de oliveira, que na sua opinião, vai servir para os diversos estudos a nível dos técnicos que estão a ser formados. O responsável da instituição lembrou que o investimento da FRESAN foi um apoio institucional, que já resultou na recepção de um tractor de 75 KA, um escarificador, uma debulhadora e um pulverizador tractorizado. Informou que quase todos os municípios já se beneficiaram, em média, de cinco (5) toneladas da produção que tem sido feita na Estação Experimental Agrícola do Namibe, que teve início em 2020.

Impacto nas lavras familiares

A assistência técnica do FRE SAN/Camões, I.P , atingiu também à localidade do Giraúl de Cima, arredores de Moçâmedes, com uma intervenção no terreno do Projecto Ma Tuningi. Nas lavras familiares da localidade, regista-se um impacto “extremamente positivo” na dos beneficiários. Durante a visita efectuada ao projecto, a embaixadora da União Europeia em Angola, Rosário Bento Pais, fez uma avaliação que considerou “positiva” em relação a este projecto multidisciplinar que engloba não só a segurança alimentar e nutricional, em particular com crianças menores de 5 anos que é a fase mais importante da vida para o desenvolvimento físico e mental da criança Em declarações ao Jornal de Economia e Finanças, Rosário Bento Pais , assegurou que eles têm ali um potencial para mostrar que foi possível demostrar com este projecto, que “é possível haver aqui produção agrícola e de qualidade, e de uma forma sustentável”, uma vez que o impacto tem sido “positivo”, porque fez com que as pessoas começassem.

Aí elas têm trabalho, rendimento e comida, e sobretudo, a parte nutricional é muito importante que tem que ver também com instigação de plantas e sementes que sejam adaptáveis ao solo e ao clima. Referiu ser outro elemento deste projecto que é a adaptação às alterações climáticas. Em termos de financiamento, a embaixadora revelou que (o projecto) é de 65 milhões de euros financiados pela União Europeia. O projecto que começou em 2018 eram para terminar agora, “mas houve alguns atrasos no início, portanto o projecto foi extensivo até ao ano que vem”.

O projecto está centrado realmente na agricultura familiar, e já deu formação às senhoras para poderem aproveitar e reaproveitar aquilo que não conseguem vender e escoar, e estão a fazer a transformação em doces, em compotas e em conservas e isso já vão poder vender a nível regional, eventual, e exactamente se fizerem em proporções e em quantidades, podem escoar, aclarou a embaixadora Rosário Bento Pais.

Em baixador valoriza programa

O embaixador de Portugal em Angola, Francisco Alegre Duarte, disse que, o Fresan é um programa fundamental aqui no Sul de Angola, em virtude das alterações climáticas dos novos desafios para a agricultura e para a nutrição destas populações. Informou que o objectivo do Fresan é deixar as sementes em termos de construção do saber, da capacitação, para que as populações e as instituições angolanas se autonomizem mais depressa possível,” e para que este desafio face às alterações climáticas e à seca, à transumância neste contexto, à capacidade destas sementes resistirem e se adaptarem ao terreno, os avanços científicos começam a ver no terreno, e tudo isso se conjuga, para perdurar no futuro. “É isso que nós queremos”, argumentou.

Quanto à eventual perspectiva de estender o projecto para as outras vertentes, como por exemplo, a da área da pecuária, o embaixador Francisco Alegre Duarte sustentou; isso também vai ser discutido, uma vez estarem abertos em diálogo com o Governo angolano, que obviamente é quem lidera e quem tem que se apropriar. “Portanto, estamos abertos, vamos discutir, mas uma coisa de cada vez”, desabafou.

A deslocação da delegação de alto nível ao Namibe chefiada pelo ministro da Agricultura e Florestas, António Francisco de Assis mormente no âmbito do Fresan, teve por objectivo fazer o ponto de situação sobre a implementação do Fresan, com destaque para os principais resultados do último trimestre. Em suma, a União Europeia financia o Programa de Fortalecimento da Resiliência e da Segurança Alimentar e Nutricional em Angola (FRE SAN) com 65 milhões de euros no período de 2018-2025. Trata-se de uma iniciativa conjunta com o Governo angolano para reduzir a fome, pobreza e vulnerabilidade das comunidades afectadas pela seca nas províncias do Cunene, da Huíla e do Namibe, no Sul de Angola. Ao longo de mais de 30 anos, a União Europeia manteve-se o maior doador em Angola e apoiou o desenvolvimento do país através do financiamento de projectos nos mais diversos sectores de actividade. O combate à pobreza e a protecção do meio ambiente constituem prioridades da União Europeia na cooperação com os países terceiros. cedida cedida