Novas perspectivas no combate a seca no sul de Angola

A cerimónia decorre neste momento nas instalações do Ministério da Economia e Planeamento, na Avenida do 1º Congresso do MPLA, edifício CIF ONE, no 11º andar.

O Projecto FRESAN é uma Acção financiada pela União Europeia e gerida pelo Camões, I.P.

Recentemente, o Camões, Instituto Português (I.P), anunciou a publicação de três convites para apresentação de propostas de projectos a serem subvencionados no âmbito do FRESAN.

Os projectos têm como foco o acesso a água, promoção de segurança alimentar e nutricional e pequenas iniciativas de transformação e comercialização.

Estão habilitados ao co-financiamento dos seus projectos organizações da sociedade civil, através de contratos de subvenção, para a execução de acções no âmbito do FRESAN. “Este é o primeiro concurso, todas organizações da sociedade civil podem participar, diz Matteo Tonini, Coordenador-geral – UIC FRESAN, do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua.

O prazo de apresentação de candidaturas decorre de entre 15 de Agosto de 2019 e às 24h00 do dia 14 de Outubro de 2019, hora de Lisboa.

A agenda do Camões, prevê quatro sessões de esclarecimentos e formação sobre o referido concurso em Angola e uma em Portugal, designadamente: Ondjiva – 2 e 3 de Setembro; Lubango – 4 e 5 de Setembro; Moçâmedes – 6 e 7 de Setembro; Luanda – 8 e 9 de Setembro e Lisboa – 16 de Setembro.

Referindo-se aos furos de água no sul de Angala, afectado pela seca nos últimos anos, Matteo Tonini não precisou o número pois tal depende do valor a ser aloucado. “Para os furos vai depender do valor, sendo que o vínculo que temos é orçamental”, adiantou.

Para as indústrias transformadoras, explicou que depende dos lugares, onde produzem cereais, o foco pode ser uma moagem, onde há gado a produção de queijo, onde existir frutícolas a prioridade pode ser compotas.

O FRESAN tem por objectivo contribuir para a redução da fome, pobreza e da vulnerabilidade à insegurança alimentar e nutricional através do fortalecimento sustentável da agricultura familiar, nas províncias do sul de Angola mais afectadas pelas alterações climáticas, Huíla, Namibe e Cunene, sobretudo através do reforço sustentável, promoção de melhor nutrição e desenvolvimento de capacidades nas instituições, especialmente nas tutelas da agricultura, nutrição, ambiente e protecção civil.

Fonte: Vanguarda (09/09/2019)